15 de Agosto, esse feriado que só foi feriado em 2010

Corria o ano da graça de 2010 e jovem Cisca, recém encartada nos meandros da sua profissão, encontrava-se naquele momento mágico da marcação de férias. Foi quando percebeu: 15 de agosto é feriado! Não pode! Tantos anos enganada que ela andou..!
Sete anos volvidos, 15 de Agosto continua a ser feriado e jovem Cisca, um pouco menos jovem agora, goza os últimos cartuchos antes da retoma da labuta, dando graças aos céus por um dis de descanso que não desconta aos dias de férias mas faz bem as vezes. 

Para o ano há mais..!

“Eu não sou pequenina, eu sou linda”

O Hugo Daniel Sousa escreveu por estes dias uma crónica absolutamente maravilhosa no Público. Vale a pena ler. Deixo o link aqui.

Vou guardar para repetir muitas vezes, esta grande expressão (e de que nos esquecemos tantas vezes): 

"os pais são o brinquedo mais valioso que eles têm."

Apaixonei-me por um saco de maternidade de que não preciso...!

A minha filha mais velha é team Mustela mas com a mais nova estou tentada a seguir o caminho Uriage e tudo por causa de uma mala de maternidade LINDA by Lavandiska.
Sei que não preciso dela mas estou apaixonada.
Pior do que isso, sei que não a vou usar e por isso não há nenhuma razão para a comprar. 
Mas, mas, mas..!! É TÃO gira!
Ora "botem" lá o olho.


Já percebi que com o primeiro podemos perder a cabeça porque tudo pode ser preciso mas agora já tenho informação suficiente para saber o que é inútil. E esta claramente é uma delas.

O meu coração pode amar pelos dois

Ainda não tenho este assunto completamente resolvido na minha cabeça mas vou adiantar-me com aquilo que me parece ser a realidade dos factos a esta data. É pelo menos aquilo que sinto agora, sem prejuízo de vir a mudar de ideias.

Houve um tempo na minha vida em que eu achava que nunca se amaria um segundo filho como o primeiro. Não podia conceber que num coração só, que não estica, coubesse duas vezes um amor tão enorme e avassalador. Faltava-me o ar, simplesmente não podia ser. Racionalmente eu sabia que deveria ser possível para algumas mães já que não faltam famílias com dois, três ou mais filhos mas em mim esse amor não podia ser igual. Não havia espaço.

Houve um tempo também na minha vida em que eu achava que jamais conseguiria dormir longe da C. Passar um dia fora ou um fim-de-semana estava fora de questão, jamais. O tempo mostrou-me que eu estava enganada. Mostrou-me sobretudo que com os filhos há um tempo para tudo e isto é uma verdade universal para todas as coisas. Com o tempo (mais de um ano e meio é certo), eu percebi que podia dormir uma noite sem ela sem nenhum mal vir ao mundo (antes pelo contrário, na verdade). Hoje em dia não o fazemos todos os meses mas já temos ido alguns fins-de-semana a dois, o que eu achava que seria impossível. O tempo cedeu.

A falta de espaço para amar um segundo filho está também a ceder. Onde eu achava que não cabia mais ninguém, parece agora que começa a haver lugar. E o que me mais me surpreende na verdade é que esse espaço novo não é feito à custa do anterior porque nada em mim mudou no amor incondicional pela minha filha. Parece só que o coração vai esticando, talvez estique sempre até ao dia em que o segundo nasce e o amor explode como se fosse a primeira vez e cabem então estes dois amores maiores.

Não deixo no entanto de me surpreender com o efeito que a passagem do tempo tem na nossa vida. Onde eu achava que tanta coisa nunca aconteceria, tenho vindo a perceber que não é bem assim. Achava que para recém nascido só conseguia imaginar a C. mas agora já começo a imaginar como será viver tudo outra vez, aquele cheirinho maravilhoso que eles têm, o caberem inteirinhos no nosso colo, a tranquilidade que dão. Já me apetece outra vez e o meu coração pode amar pelas duas.

O prisioneiro do céu

Terceiro e último dos três mosqueteiros e honestamente o que menos gostei. Devia ter feito um intervalo entre eles mas acabei a ler num mês os três. Viva por estar a ler, estou feliz. Siga para uma coisa diferente.

O terceiro Zafón foi


Carlos Ruiz Zafón
O prisioneiro do céu

Fica a dever muito ao primeiro e um bocadinho ao segundo, embora a escrita seja excelente e nos prenda bastante.
Senti com a última frase que deve haver um quarto, a ver vamos.

Entretanto, sugestões de bons livros, alguém tem?

Não há coincidências?

Eu e a minha amiga D. não falamos nem sabemos nada de um amigo dos tempos da faculdade, há vários anos (desde o meu casamento). Erámos bastante amigos mas é um daquelas casos em que as pessoas se afastam, ninguém sabe porquê. Perdemos o rasto. Lamentavelmente. Eu e a D. não há dia que não nos falemos.

Uma destas noites sonhei com eles os dois, que se tinham encontrado, que ela tinha viajado de propósito da Inglaterra onde mora para estar com ele. Um sonho giro.
No dia seguinte de manhã disse-lhe.

- Esta noite sonhei contigo. Estavas com o N., vê lá!

Resposta (e prova de que não há coincidências):

- Não vais acreditar mas eu ontem à tarde lembrei-me dele e mandei-lhe uma mensagem para saber como estava porque há cinco anos que não falava com ele!

Mudar (esse verbo difícil)

Não tenho especial gosto pelo fim de Agosto (excepção feita às agendas) mas este ano evito especialmente pensar no fim do mês.
Grandes mudanças se aproximam e eu tão aversa à mudança.

A verdade é que nos três (ou quatro) meses que se seguem, a minha filha vai pela primeira vez para a escola e vamos ter um bebé. Bem sei que são acontecimentos separados por algum tempo (o início da escola é em Setembro e o nascimento - em correndo tudo bem - em Janeiro) mas faz tudo parte do último trimestre do ano (a previsão de Janeiro é para o início, que é quase Dezembro).

Claro que estamos a falar de coisas boas; caramba! Sempre quís ter muitos filhos e sei que eles têm de ir para a escola. Mas o aproximar das coisas torna-as totalmente reais e obriga-me a pensar nelas.

Tenho medo que a C. não se adapte à escola. Pior, tenho medo que sofra com as maldades dos outros, ela que não tem um pingo de maldade, que é a menina mais querida e doce que existe, que compreende tudo mas que não faz ideia o que é lutar, bater, apanhar. Tenho medo que a magoem. Não consigo deixar de pensar no meu quinto ano e em que como sofri com a nova escola e os novos colegas (bem sei que tinha dez anos e ela três mas as crianças são más em todas as idades). A ideia da minha filha a sofrer parte-me o coração em mil bocados. Faz parte da vida, de crescer, será necessário, formará carácter. Mas ela é o meu bebé e nenhum ensinamento do mundo justificará o sofrimento dela. O facto de ela falar perfeitamente e se explicar na perfeição, faz-me acreditar que nos contará o dia e como as coisas correram e que isso nos vai ajudar a perceber a adaptação. Mas mesmo assim, faltam três (três?!) semanas e estou de alma apertada. Não quero que chegue o fim do mês. Podemos ir devagar por favor?

Agendas

 Não vejo muita coisa boa no aproximar do fim do mês de Agosto (eu sei que ainda falta) mas há uma maravilhosa, pela qual o meu coração já bate palminhas: agendas!

Setembro é uma altura tão boa como outra qualquer (nomeadamente Janeiro) para começar uma all brand new agenda e eu já estou ansiosa. O díficil será escolher. Mas boas opções: qualquer uma da Rosa com Canela.



Ou outras
(Qualquer uma na verdade!)


Planificação alimentar

Podíamos falar de planificação enquanto modo de comer mais saudável (planear para melhorar) mas não venham ao engamo; não foi isso que me trouxe aqui neste belo dia de sol e praia - hoje com algum vento.

Ainda antes de saber que estava grávida, dizia a uma amiga, em licença de maternidade pelo nascimento do segundo filho, que quando / se tivesse eu própria o segundo ia ter preparadas refeições que congelaria para os primeiros meses, nem que isso implicasse estar o terceiro trimestre inteirinho a cozinhar para congelar. 

Na verdade, aquilo que mais me assusta em ter duas crianças não são as noites mal dormidas, o sono, a logística, nada disso. O que assusta são as refeições! Quando erámos só dois e tivemos uma filha, apesar de eu achar que almoçamos e jantámos todos os dias comida feita em casa, tenho a sensação de que isso poderia não ter acontecido, sem que mal viesse ao mundo. Neste momento, há uma criança em casa que tem necessariamente de almoçar e jantar diariamente, comidas variadas e saudáveis, em geral feitas em casa. Nesta medida, se um recém nascido me tirar todo o tempo livre, como vou eu cozinhar para a mais velha (e para nós)? Se não conseguir limpar a casa hoje ou passar a roupa toda, pode ficar para amanhã. Se não houver comida na mesa, claro que há restaurantes e take aways, mas nós gostamos mais da comida de casa e trnho de a fazer.

Posto isto, cozinharei durante dois meses se preciso for para garantir que tenho refeições suficientes para os dias em que não consiga fazer jantar, está decidido!

Em alternativa, porei em prática este sonho antigo de planificar refeições. 
O que vem a ser isto?
Sexta-feira à noite, depois de deitar as miúdas, sentar-me-ei na mesa da cozinha a planear almoços e jantares para a semana toda, de onde resultará uma lista de compras que nesse mesmo dia farei on-line e me que me será entregue sábado, para que as sestas do fim-de-semana sejam passadas a cozinhar.

Alguém faz isto?
No processo de cozinhar, o mais díficil não é executar mas sim pensar no que se vai fazer. Não me importo nada de fazer de comer, desde que tenha sempre ideias, sendo que pelo menos uma vez a cada quinze dias tenho dúvidas existenciais ao género "tanta coisa e nada que cozinhar"

Para evitar estas dúvidas, planifiquemos.
Se alguém tiver ideias, dicas, sites, receitas, programas e tudo e tudo e tudo, serão altamente bem vindos!


E a gravidez?

Com pouco mais de quatro meses, continua tudo a correr bem. Os enjoos que tinha no início chegaram finalmente ao fim, o cabelo já não cai aos molhos, sinto-me bem, não ando ainda cansada e a barriga não pesa (embora já tenha crescido um pouco). Engordei mais do que me orgulho e faço zero exercício. Não tenho mais fome e já não tenho tanto sono. No fundo, segundo trimestre, gostamos muito de ti!

O médico confirmou entretanto que se trata de facto de uma menina e a grande novidade é que já tem nome. Viva !! A C. continua sem saber e acho que estamos à espera de uma barriga maior para lhe contar. 

Continuo a fazer a vida toda normal, incluindo pegar nela ao colo, dar-lhe banho, tratar das coisas. Se abusar nos colos, sinto a barriga a pesar um bocadinho e sei que isso mais cedo ou mais tarde terá de deixar de acontecer. Não queria nada que ela sentisse que a irmã, ainda na barriga, já lhe está a tirar colo mas arranjaremos uma explicação que ela entenderá. 

Grávida outra vez no Verão, vejo que algumas coisas estão na mesma:

- Tenho calor e a água gelada do mar sabe-me a ginjas;
- Lamento todos as sangrias que não posso beber;
- Arranjei uma bebida substituta - desta vez, ginger ale.
- Cada vez que tomo banho de mar ou piscina penso que se me arrebentarem as águas, não vou saber (mais alguém  tem esta paranóia? - da C. era igual!)
- Estou desejosa que a barriga cresça imenso para não parecer gorda mas grávida e poder exibir com orgulho - e só nesta altura - uma barriga grande.

Continuo também a usar o gel fresco das pernas, sendo que ao da Mustela 9 meses, acrescentei um da Boticário, maravilhoso! E todos os dias sem excepção, há momento Velastisa (qualquer dia falamos dos produtos da gravidez com mais detalhe).

Já fui buscar ao armário as calças de grávida porque, pese embora a barriga ainda não encha o espaço, a verdade é que as minhas calças já não apertam. Salvam-se as de elástico, bem como os vestidos; o resto arrumei até Fevereiro pelo menos (para minha própria nota, recordo-me que uma semana depois de a C. nascer, já usava todas as minhas calças de ganga sem qualquer problema - o que espero que se repita).

Ainda não sinto a bebé mexer (mas sinto que está para muito breve) e mais uma vez adoro estar grávida. Espero que para futuro inventem gravidezes sushi friendly (eu sei que há quem coma mas eu não tenho coragem) mas quanto ao resto, está óptimo assim!

Depois do rotundo sucesso de A sombra do vento, continuamos em Zafón. Desta vez,


Carlos Ruiz Zafón
O jogo do anjo

Ora bem, não sendo a obra prima do livro anterior, teve uma capacidade parecida de me prender e fazer ler em meia dúzia de dias - uma semana e meia na verdade. Acho que falta qualquer coisa no fim e justificava um capítulo adicional com algumas explicações mas ainda assim, um bom livro.
Tão bom livro que me fez seguir para bingo para o terceiro da saga. Segue-se o Prisioneiro do Céu. Me aguardem.





E a moda dos colchões?

Tenho ido para a praia no Verão em todos os anos da minha vida e nunca - em nenhum ano - vi o bombardeamento de colchões de água que há este ano. Não sei bem como começou esta moda, talvez com os flamingos desta vida, mas é toda uma loucura de crocodilos, donuts, tubarões, que se junta aos imensamente originais anéis de diamante, fatias de pizza, rodelas de melancia, cisnes e unicórnios. 

Não são giros?







Férias com uma criança de dois anos e dez meses

Este anos fomos de férias exactamente para o mesmo destino do ano passado. Não só gostamos imenso, como correu tudo bem e quisemos repetir. Curiosamente, ficamos até no mesmo quarto!

O hotel é um resort bastante grande, com meia dúzia de piscinas e a praia mesmo em frente. Tem quatro restaurantes, vários bares e imenso espaço. Para os miúdos há parques infantis, insufláveis, kids clube (não deixei lá a C. ainda), relva e imensas crianças.

Geralmente acordávamos pelas nove e meia / dez, tomávamos o pequeno almoço e íamos para a praia. Regressávamos para almoçar, dormíamos a sesta e de tarde, piscina. O tempo deixou-nos piscinar todos os dias até às sete e meia / oito da noite, para só aí nos irmos arranjar e depois, jantar. A decisão a tomar diariamente era apenas "praia ou piscina?" - o resto, rolava.

Sobre rodas andou também a nossa filha. Bom, na verdade dizer isto é pouco. A C. é exactamente como nós mas em ponto mais pequeno. Alinha em tudo, come quando comemos, dorme quando dormimos, brinca onde estamos. Não quis levar nenhum brinquedo (à excepção da mochila da praia) e quaisquer duas palhinhas, três pedras ou uma garrafa de água são brinquedos perfeitos. Não se chateou uma única fez, não fez birras, não chorou; andou cinco horas e meia de carro para cada lado numa boa (dormiu cerca de metade do tempo em cada viagem), sempre a cantar, a dançar, super feliz. A sorte que temos com esta miúda não se explica. E, com pena minha, ilustra-se mal. Está sempre tudo bem, se é para comer, come, se é para dormir, dorme, se é para ir, vai, se é para voltar, voltar. Põe o protector sem reclamar, usa chapéu sem se queixar, vai para o banho, vem do banho, tudo numa boa. Tem saídas geniais, um sentido de humor fora de série, é super companheira; uma mini pessoa. Sempre bem comportada, bem disposta, espetacular!

Com dois anos (e dez meses), adoramos as férias com ela! Não sinto nada que "antes de ter filhos, as férias é que eram..!" porque honestamente acho que foram perfeitas. Conseguimos dormir, descansar, apanhar imenso sol. Claro que não dá para dormir na areia porque estamos sempre atentos mas não acho que isso prejudique em nada (aliás, eu dormia na praia muitas vezes entre o meio dia e as duas da tarde, por isso nessa parte melhorei bastante e a minha pele agradece). Não faço ideia como serão as férias para o ano (além de uma filha com três anos e dez meses, teremos uma de sete meses) mas este ano foram simplesmente maravilhosas! 

A minha melhor cor é Verão

Adoro o nosso modo praia! É o nosso melhor lado e cheira a sal e a protector solar. Temos manhãs de praia e tardes de piscinas, sestas de duas horas e de manhã ninguém a acordar antes das nove e meia (às vezes dez).

A C. em hapiness mood, gargalhadas de manhã à noite, e que seja possível manter o espírito férias durante o resto do ano.




A sorte da minha filha não tem tamanho

Ou melhor; na verdade tem 1,97 cm e chama-se pai.
O pai da minha filha, que vem a ser o meu marido, é uma sorte gigante e ela, que ainda é pequena, não sabe a sorte que tem por isso. Na verdade, ela ainda não percebe que ter um pai em cima do qual vê o mundo, é um privilégio. Que chega ao cimo de todos os escorregas só por esticar a mão, que a deixa tocar nas árvores quando está às cavalitas e que consegue chegar ao tecto sem qualquer esforço.  Ela ainda não sabe mas ter um pai alto é espetacular! E este em particular, que alinha em todas as brincadeiras (e é pior que ela!) é a melhor coisa que ela podia ter. Uma sorte que tem altura mas não tem tamanho.